domingo, 7 de junho de 2009

Kama Sutra nunca mais





Oi galera. Quero agradecer a quem já visitou esse blog. Não posto mais nele, pois não há tempo. Esse será um dos meus raros posts daqui pra frente. A foto aí em cima é uma réplica que representa o avião 14 BIS no mundo consumista. Ela foi para o IV Desafio Nacional Acadêmico, que ocorreu esse mês em Brasília-DF. Falando nisso, quero mandar um beijo pra Babi, pra Anne e pro Joã...quer dizer...Pro João eu mando um abraço. Por falar em beijos e abraços. Dia dos Namorados está chegando. Eu queria falar sobre isso, mas é algo muito manjado. Por isso vou falar do romance na Índia...Vocês podem estar pensando que é aquele romance de 1001 noites....


Que romance, que nada. O último dia dos namorados da Índia, 14 de fevereiro, teve muita ação. Um grupo de conservadores hindus saiu às ruas do país à caça de casais que estivessem de abraços ou cheirinhos no cangote. Queriam obrigar os pombinhos a casar na hora. A polícia entrou em ação, e o balanço do dia contou várias prisões e uma leva de cartões comemorativos fofinhos queimados pelos militantes. Ao que se sabe, o grupo não conseguiu levar ninguém ao padre (ou melhor, sacerdote). Mas se vingou cortando os cabelos de todos os apaixonados que viu pela frente.


Ainda que a polícia ficasse quieta, esse pessoal seria alvo de outros. Toda demonstração pública de afeto é tabu na Índia. Aliás, quase toda: homens andam de mãos dadas numa boa (e isso é um costume entre amigos, nada mais). Entre homens e mulheres, nem os casados ficam de chamego na rua. O engraçado é que esse recato todo seria impensável há algum tempo. Conhece o Kama Sutra? Foi a Índia que fez. O sexo tântrico? Foi a Índia que fez. A Bruna Surfistinha? Não...Essa não...Essa já...Deixa pra lá. Vamos dar uma paradinha lá no passado para entender como é que a Índia ficou tão pudica.


Lá entre os séculos IV e VII a.C, o sexo não era assim tão vergonhoso. Reis o usavam em rituais públicos, como o Ashvamedha. Funcionava desse jeito: quando um rei queria ter um filho viril, botava um cavalo para correr nas vizinhanças. Se o cavalo voltasse depois de passar por terrenos inimigos, é porque era um legítimo garanhão. O bicho havia passado no teste, mas acabava sacrificado. Entrava em cena a rainha: ela deveria manter relações sexuais com o cavalo morto para recolher a “semente” da virilidade, como o pessoal pensava que aconteceria. Misturada à semente do rei, a herança do cavalo daria à rainha um príncipe de grande destino à frente.


Mas os ensinamentos de Buda começaram a se espalhar nessa época, e ele dizia que tudo o que liga uma pessoa ao corpo gera sofrimento. Até sexo – que virou algo constrangedor. A mentalidade só mudou 8 séculos depois. Era o chamado Período Dourado da Índia, graças a fertilidade de inovações em campos como astronomia e matemática (a criação do xadrez e do número zero é atribuída a esses anos).


Criativos, os indianos mudaram sua visão sobre relacionamentos. “Eles se perguntaram por que o sexo deveria ser uma mera ferramenta de procriação”, diz Rita Banerji, antropóloga e autora do livro Sex and Power. “Defendiam que as pessoas tivessem prazer”. Surgiu o Kama Sutra, uma espécie de guia para atrair o parceiro e aguçar os sentidos durante o sexo. Dizia, por exemplo, que os homens deveriam criar um clima com música antes de partir para o ataque. Mais tarde, viria o sexo tântrico. Era uma filosofia criada por estudiosos que prezava em segurar o máximo possível o nível de prazer até obter o que eles chamam de moksha (um tipo de super hiper mega ápice de prazer). Eles apostavam que a resposta estava na união do corpo e alma. E que o sexo poderia ser uma ferramenta, se seguisse alguns princípios. Homens eram instruídos a beber os fluídos sexuais ou menstruais de mulheres, por exemplo. Sacerdotes do tantra viraram conselheiros de reis e influenciaram todas as religiões da Índia. Mas os ritos libidinosos eram só pra quem passava por um longo treinamento.


Ou seja, não dá pra dizer que a Índia era um bacanal. Mas era isso o que os estrangeiros que chegavam por lá pensavam. Tanto muçulmanos, que dominaram a região da Índia entre os séculos XVI e XVIII, quanto os britânicos, que assumiram o comando depois, ficaram horrorizados com as vestes dos indianos. Ou a falta delas.


Antes de os muçulmanos tomarem o poder, indianos e indianas andavam por aí sem camisa. Chocados, os novos lideres usaram contra a nudez o mais eficiente dos métodos: cobrar impostos. “As indianas começaram a se cobrir e usar véu por causa da vigilância”, diz Rita. Os britânicos também desaprovavam a sensualidade das indianas, e tiveram uma ajudinha de Ghandi para moralizar o país – ele afirmava que o sexo distorcia o espírito.


É por isso que hoje pega mal fazer qualquer menção a romance ou sexo. Atração e desejo são conceitos impronunciáveis em uma sociedade em que nem mesmo os casamentos são por amor. Na Índia, a regra é casar-se com alguém escolhido pelos pais. Na história da ascensão e queda do sexo, esse é um capítulo ainda a ser resolvido pela Índia.


Abraços.


Comentem.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sugestão para Março!

Galera... Está chegando aí o novo DVD do Catedral. E enquanto não está nas lojas, confiram esse video EXCLUSIVO dos ensaios, que foram super legais, com a participação de Vinny, Luka, Liah e Banda Sinal de Alerta:

Ensaios - Catedral 20 anos DVD from Catedral on Vimeo.
Abraços, comentem!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Banalização de sentimentos

Quantas vezes já te disseram "eu te amo" pelo msn e/ou orkut? Quantas vezes você disse "eu te amo" para alguém no msn e/ou orkut? E em quantas vezes era verdade?

Hoje em dia se você conversar com alguém por algum tempo, já é suficiente para dizer e ouvir "eu te amo". Dizem isso como se fosse "boa tarde" ou "me passa o pão", e eu pergunto: Isso é saudável? É bom ser amado por todos e não ser amado por ninguém? E eu mesmo respondo: NÃO! Essas três palavras significam muito para serem usadas de forma tão banal.

Notei que as pessoas sentem mais facilidade de falar isso pela internet do que pessoalmente. Dificilmente você vai ver alguém que te fale isso todos os dias no msn com emoticons saltitantes, fazer o mesmo pessoalmente. Deve ser porque é mais fácil digitar 7 letras e apertar Enter do que olhar nos olhos de alguém e dizer.

Ás vezes as pessoas dizem que amam outras, só porque essas outras disseram isso primeiro, não querem se sentir culpadas, ou algo do tipo. Pois eu lhe digo que já me disseram "eu te amo" e eu respondi "eu gosto muito de você". A pessoa ficou chateada? Sim, ficou. Mas eu acredito que seria pior se eu falasse isso sem realmente sentir. E ela não me amava realmente. Como poderia me amar sem me conhecer totalmente? Sem saber de meus defeitos e minhas poucas qualidades?

Bem, essa era a mensagem que eu queria passar no meu primeiro post no Índice Terminal. Até a próxima. Eu não amo vocês.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sexta silenciosa



Caros leitores...Faz tempo que não venho com as antigas crônicas, que sempre badalavam as madrugadas da maioria que sempre leu essa simples página. Por causa disso nosso número de visitas caiu...enfim..Várias coisas ruins aconteceram. Meu computador resolveu dar problema após dois anos de uso e quase que perco todos os meus documentos, fotos, músicas e etc.


São exatamente 01:18 da manhã e eu estou ouvindo Backstreet Boys...Tento imaginar a cara de nojo ou desprezo que você deve ter feito agora. Realmente ouvir Backstreet Boys é algo que, para alguns, chega a ser meloso, piegas, ridículo...Resumindo...Ninguém gosta de Backstreet Boys...Mas pelo menos eu gosto...Porém isso é outra história.


Por falar em histórias, estava hoje lendo o jornal. Eles falavam sobre a violência aqui no Rio. Segundo os dados estatísticos, o numero de mortes por balas perdidas caiu de 128 (em 2007) para 109 (em 2008). Grande vitória, você pode estar pensando... É claro que isso continua sendo ruim. A mídia tenta de qualquer forma encobrir as coisas que acontecem. Querem fazer do Brasil (principalmente o Rio) um lugar maravilhoso, onde todos podem conviver bem. Inclusive eu li um comentário no site de um dos jornais aqui que dizia:


“Vejamos, o Rio tem mais de 6 milhões de habitantes. Se são 109 mortos por bala perdida a cada ano, as chances de você ser atingido são praticamente nulas.”


O comentário é anônimo, mas creio que uma pessoa que afirma isso nunca deve ter passado por uma situação dessas (espero que nunca passe) ou até mesmo não tem um pingo de solidariedade.


É claro que as chances podem ser pequenas, mas não estamos 100% seguros, nem mesmo dentro de nossas casas. E enquanto isso as autoridades andam se preocupando com a maior festa folclórica do mundo...


Ah...O carnaval...Onde todos estão “felizes” e se divertindo. Recentemente o João Ed., do blog Tô Zoando escreveu uma crônica perfeita para definir o Carnaval... Vale a pena conferir.

Após essa grande festa, temos as conseqüências. Vamos descartar as mortes por enquanto (já qu,e segundo nosso amigo anônimo, as possibilidades são praticamente nulas...Ora essa, são só 109 ao ano! Isso significa 0,29 por dia...Será que ele está querendo dizer que a cada dia o máximo que vai acontecer é perder 10 fios de cabelo?)... Mas ok...Vamos as conseqüências que realmente são maiores, pois não posso contestar as “estatísticas”.


Primeiramente temos as DST...O governo distribui o máximo de camisinhas (que geralmente não prestam) que pode para a população. Resultado: A maioria delas viram balões e na hora H, já que os casais não têm preservativos, eles vão do jeito que estão (Até porque é carnaval, coisa que acontece uma vez ao ano...).


A segunda grande conseqüência é o índice de acidentes de transito. O governo insiste que, no carnaval, as pessoas usem o transporte coletivo, pois além de evitar o congestionamento, permite que eles bebam com a consciência limpa (onde já se viu beber de consciência limpa?)...Mas tudo bem... Têm sempre uns engraçadinhos (algo em torno de mais de 50 mil) que pegam o carro, vão para o carnaval, bebem, pegam o carro e morrem. Alem de morrer matam toda a família, e muitas vezes a família de outra pessoa que não bebeu.


O terceiro problema é a grande quantidade de lixo gerada nessa “linda e maravilhosa” festa... Mais uma vez o governo faz sua parte, colocando lixeiras em pontos estratégicos, para que o cidadão não tenha desculpas jogar lixo no chão. Mas todo o fim de carnaval é a mesma coisa. Um cara chato anunciando o resultado do desfile enquanto os pobres amigos limpadores de ruas se matam para poder levar dignamente algo para sustentar a família.


Agora me respondam: Será que essa festa realmente é toda essa alegria que vive se falando por aí? Ou será que devemos esquecer os problemas (até por que são somente 0,2 pessoas por dia!) e fazer disso tudo um lindo sonho e etc. Parece que o Brasil (Um país de todos) está virando um tipo de conto de fadas, de falsos sonhos alimentados. Praticamente uma “terra do nunca”.


Eu não quero viver em um lugar que não existe, por isso mantenho meus olhos abertos e me nego a fingir que não vejo o que está acontecendo. E lamentavelmente tenho que dizer que está acontecendo mesmo. Se isso possui jeito ou não, é algo que não me compete dizer.


Uma coisa eu afirmo... Se a humanidade começasse novamente, o ser humano novamente voltaria a cometer os mesmos erros, pois é de sua índole que ele seja egoísta, rancoroso e vingativo.


Deixo um abraço a todos vocês!

Qualquer coisa comentem ou me mandem um e mail!

Rafa

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

TODO DIA É DIA DE MÚSICA!

É sempre um praser postar sobre aquilo que mais amo...
A musica é o alimento da alma...
Um dia sem musica fica totalmente vazio...
E pra falar de musica é preciso vive-la...
Para viver a musica é preciso senti-la...
Para sentir a musica é preciso ama-la...
E a amo...pois faz parte do ar que respiro...
E é pra falar de amor que venho hoje...
O maior e mais perfeito amor....
O amor irresistível do nosso Deus, aquele que criou a musica e me fez ama-la assim como ele nos ama...
um pouco de mim...


video

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sexta é dia de musica!!!!

Bom, agora eh a minha vez de por uma musica aki...
Como o começo de toda a minha descoberta pela vida foi marcada por musicas e bandas grunges, nada melhor do q colocar uma aki...
Essa musica me faz refletir mto sobre mta coisa, e espero q faça o mesmo com vcs!
Nha, ja falei demais...
Enjoy!!!



- Nothing as it seems
Banda: Pearl Jam


Don't feel like home
he's a little out
and all these words elope
it's nothing like your poem
Putting in, inputting in
don't feel like methadone
a scratching voice all alone
it's nothing like your baritone
It's nothing as it seems
the little that he needs is home
the little that he sees
is nothing he concedes is home
One uninvited chromosome
a blanket like the ozone
It's nothing as it seems
all that he needs is home
the little that he frees
is nothing he believes
saving up a sunny day
something maybe two tone
anything of his own
a chip off the corner stone
who's kidding?, rainy day
a one way ticket headstone
occupations overthrown
a whisper through a megaphone
It's nothing as it seems
the little that he needs is home
the little that he sees
is nothing he concedes is home
and all that he frees
a little bittersweet, it's home
it's nothing as it seems
the little that you see is home





domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre o título do Blog

Algumas pessoas me perguntaram a respeito do título do Blog. Quero agradecer, pois passamos dos 1000 acessos, como podem ver aí do lado direito. E olha que mal temos 1 mês de existência! Porém o que falta são comentários. Por favor, comentem! Índice Terminal foi um curta-metragem que produzi em São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas. Para terem informações sobre ele, basta clicarem na capa logo abaixo: